segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Olimpíadas "Made in China" - Pequim promete uma olimpíada verde aos atletas e espectadores

Publicada no Jornal Barra Notícias
Por Renata Sodré

As olimpíadas desse ano tem a China como país-sede, e a cidade de Pequim será o palco desse show mundial dos esportes. Entre sua exótica cultura que mistura tradição e modernidade e os problemas urbanos pelos quais o país passa, há curiosidades de sobra sobre essa nação comunista que se desenvolve cada dia mais em uma sociedade capitalista.

Desde que ganhou em 2001 o direito de sediar as olimpíadas, a China tenta driblar um de seus mais graves problemas: a poluição. Com a metade dos rios contaminados e o ar com cinco vezes mais dióxido de carbono que o recomendado para os seres humanos, Pequim tomou medidas drásticas para oferecer aos atletas e aos espectadores uma “Olimpíada Verde”.

Para ter um resultado positivo nessa campanha, os organizadores precisaram fechar algumas fábricas, implantar mais três linhas de metrô, manter um rodízio que tira a metade dos carros da rua e criar um espaço verde de dez mil hectares, com 22 milhões de árvores, 46 milhões de metros quadrados de grama e 40 milhões de flores que foram espalhadas por toda a cidade. Quando se trata do país mais populoso do mundo, os números não poderiam ser menores.

Beijing (nome original da capital chinesa) terá 31 lugares de competição e dentre as modernas e grandiosas construções, está o estádio olímpico “Ninho de Pássaro”, a principal sede olímpica e o maior orgulho dos organizadores chineses. Com capacidade para receber 91 mil pessoas, o estádio com design inovador, será o palco das cerimônias de abertura e de encerramento, além de receber as provas de atletismo e jogos de futebol.

O velejador Robert Scheidt, que poderá ser o único atleta brasileiro a ser tricampeão olímpico, é um dos favoritos ao ouro e será ele quem carregará a bandeira do Brasil durante a passagem da delegação brasileira na cerimônia de abertura. Outra grande promessa é o nadador Thiago Pereira que terá que enfrentar o americano Michael Phelps, recordista mundial na categoria. A atleta Maurren Maggi, de salto em distância, a seleção masculina de vôlei e os atletas da ginástica olímpica são outros dos muitos nomes que compõe a lista de possíveis campeões olímpicos brasileiros.

A cidade do Rio de Janeiro é uma das candidatas para sediar os jogos olímpicos de 2016, e caso seja escolhida, assim como Pequim, terá que se reestruturar para estar de acordo com as recomendações do Comitê Olímpico Internacional. Mas enquanto aguardamos ansiosos por essa resposta, vamos torcer pelos nossos atletas que prometem fazer bonito do outro lado do mundo.

Loucos por Adrenalina

Matéria publicada no Jornal Barra Notícias

Chamada de capa: O sucesso dos Esportes Radicais
Título: Loucos por Adrenalina
Subtítulo: Os esportes radicais ganham cada vez mais adeptos e novos desafios são lançados.

Renata Sodré

Muita adrenalina e novas sensações. É isso que os praticantes de esportes radicais procuram quando decidem se jogar de cabeça, às vezes literalmente, nesse tipo de esporte. O que antes era procurado por poucos, hoje ganhou milhares de fãs que estão sempre à procura de novidades.

Velhos esportes radicais ganharam novas modalidades. O Kitesurf, por exemplo, é um esporte que mistura Surf, Windsurf e Wakeboard e surgiu como uma opção aos praticantes desses esportes quando as condições do tempo não são favoráveis. O Kitesurf se resume a voar sobre a água puxado por uma pipa e seu motor é o vento. A praia da Barra da Tijuca é considerada o berço desse esporte no Brasil.

Outro esporte muito procurado é o Rapel, que é uma técnica de descida em que o praticante utiliza cordas ou cabos para transpor obstáculos como paredões e cachoeiras. O lugar onde se é mais praticado esse esporte é no Bico do Papagaio, na Floresta da Tijuca, mas novas opções estão surgindo devido à enorme procura. A novidade é o Rapel feito à noite na Pedra da Tartaruga, em Barra de Guaratiba. Enquanto desce por 45 metros de altura, o praticante pode ver a Barra da Tijuca toda iluminada e o contorno das praias que rodeiam o lugar.

A estudante Bruna Araújo e o técnico eletrônico Beto Vilela é um casal que gosta de se aventurar.
“ Eu fiz Rapel na Floresta da Tijuca e para quem gosta de altura e adrenalina é muito bom e exatamente por gostar de altura, ainda quero voar de asa-delta. Já o Beto prefere se iniciar no Rapel. Essas são nossas metas pra esse ano “, conta a estudante.

Para quem não tem coragem de enfrentar desafios alucinantes logo de cara, há boas opções como trilhas de difícil acesso, que fazem a pessoa começar a sentir o gosto pela aventura. “ Trilha é um esporte que não é perigoso e faz bem ao corpo e à mente, do mesmo jeito que outros mais radicais. A Floresta da Tijuca é um ótimo lugar para fazer trilha, claro que com acompanhamento de um guia”, acrescentou Beto Vilela.

A trilha mais próxima da Barra da Tijuca é a de Barra de Guaratiba , que dá acesso a cinco praias, dentre as quais, as mais conhecidas são as Praias do Perigoso e das Conchas. Essa trilha tem duração de aproximadamente 45 minutos e é uma das mais procuradas pelos “trilheiros de plantão”.

Entre os esportes radicais mais conhecidos, vinte e sete estão catalogados entre terra, água e ar. De rafting à pára-quedismo, há uma gama de opções para quem quer se iniciar ou descobrir novos desafios. É importante praticar esses esportes com acompanhamento profissional, pois a segurança é o principal requisito. Escolha o que mais mexa com a sua cabeça, e libere adrenalina.